Últimas

"Dinheiro Suspeito": thriller de sobrevivência em ilha deserta, com vibes de "Lost"


Esqueça spoilers e explicações longas. Um avião cai no meio do nada. Fumaça sobe em meio à selva fechada. As ondas quebram violentamente na praia. E, no meio desse caos… apenas dois sobreviventes.

De um lado, um chefe tóxico, controlador e insuportável. Do outro, uma assistente explorada, inteligente e muito mais forte do que aparenta. Não há resgate à vista. A comida é escassa. As regras do mundo “normal” deixam de existir. Restam só eles, a ilha… e segredos que podem ser mais perigosos do que a própria natureza.

Esse é Dinheiro Suspeito — que também aparece como “The Rip” em algumas traduções — o novo thriller psicológico dirigido por Sam Raimi, o mesmo cineasta por trás de Evil Dead e Doctor Strange. Estrelado por Rachel McAdams e Dylan O’Brien, o filme chegou aos cinemas no fim de janeiro de 2026 e já circula com força no streaming em alguns mercados.

O clima é intenso e desconfortável. Pense em uma mistura de Lost, Yellowjackets e Misery, com aquele toque ácido e imprevisível que é marca registrada de Raimi.

A ilha não é apenas cenário — ela pressiona, observa e ameaça. Cada cena carrega silêncio, tensão e a sensação constante de que algo está errado… e prestes a piorar.

O que faz Dinheiro Suspeito ser tão difícil de largar?

- Mistério no estilo Lost: ruínas escondidas na selva, sinais estranhos, a dúvida constante sobre estar realmente sozinho. A ilha parece viva — e seletiva.

- Sobrevivência crua: improvisar abrigo, lidar com ferimentos, enfrentar tempestades. Mas o verdadeiro perigo é humano. Ressentimentos antigos explodem em paranoia, manipulação e disputas de poder.

- Humor negro afiado: em meio ao desespero, surgem diálogos cortantes e situações absurdas. A relação chefe–funcionária vira um jogo psicológico cruel.

- Atuações intensas: Rachel McAdams entrega uma performance visceral como alguém que se recusa a continuar sendo subestimada. Dylan O’Brien constrói um chefe arrogante que começa a rachar — e nunca fica claro se ele é vítima ou ameaça.

Em espírito, é como Cast Away encontrando The Shallows, contaminado pelo peso psicológico de Lost e pelo desconforto característico de Raimi. Não é só sobre sobreviver à natureza — é sobre sobreviver ao outro. E à ilha, que parece decidir quem vive… e quem não.

Lançado oficialmente em 16 de janeiro, o filme já vem sendo chamado de “o thriller de ilha que 2026 precisava” e “um Lost mais cru, mais tenso e sem romantização”.

Quem sobrevive no fim: a ilha, o chefe… ou ninguém?