Review: Dragon Quest VII Reimagined — Um clássico de 100 horas ressuscitado com maestria
Lançado originalmente em 2000 para PlayStation, Dragon Quest VII foi um dos JRPGs mais extensos de sua era, ultrapassando facilmente as 100 horas de gameplay. Agora, em 2026, a Square Enix não entregou apenas um remaster visual — entregou uma reimaginação completa que honra o legado do original enquanto abraça o melhor do presente. O resultado é, simplesmente, um dos melhores JRPGs dos últimos anos.
| 📋 Informações do Jogo | |
|---|---|
| Título | Dragon Quest VII Reimagined |
| Desenvolvedora | Square Enix |
| Lançamento | 5 de Fevereiro de 2026 |
| Plataformas | PS5, Xbox Series X|S, PC, Nintendo Switch, Switch 2 |
| Gênero | JRPG / Batalhas por Turnos |
| Tempo de jogo | 60 a 120 horas |
| Preço médio | R$ 299,00 – R$ 349,00 |
Visual: Nostalgia Pintada com Tinta Nova
O primeiro impacto de Dragon Quest VII Reimagined é completamente visual. A Square Enix optou por um estilo artístico que remete a aquarelas animadas — personagens de traços suaves, cenários que parecem ilustrações de livros de fantasia, com uma paleta vibrante que contrasta belamente com os momentos sombrios da narrativa.
O design de personagens segue o legado inconfundível de Akira Toriyama, criador do universo Dragon Ball e responsável pela identidade visual da franquia Dragon Quest por décadas. Cada personagem transborda personalidade apenas pelo visual — algo que poucos jogos conseguem fazer tão bem.
Narrativa: Uma Jornada Épica pelo Tempo
A história de Dragon Quest VII coloca você no papel de um jovem habitante da última ilha habitada do mundo — ou pelo menos é o que todos acreditam. Ao descobrir fragmentos de pedra mágicos, você e seus amigos viajam no tempo para restaurar ilhas engolidas por forças das trevas, redescobrindo a história perdida de um mundo que um dia foi grandioso.
O que torna a narrativa tão especial é sua estrutura em arcos autônomos. Cada ilha visitada tem sua própria história completa — drama, humor, tragédia, redenção. Você vai se apegar a personagens que aparecem por apenas algumas horas de gameplay. Isso é um feito narrativo raro nos JRPGs modernos.
O Reimagined acrescentou novas histórias exclusivas e expandiu os diálogos de vários arcos. O reencontro com Kiefer — o amigo de infância do protagonista, agora em sua versão adulta — foi especialmente elogiado. Sem spoilers, mas prepare os lenços. 😢
Sistema de Batalha: Clássico, Refinado com Precisão
Os combates seguem o formato por turnos clássico do Dragon Quest — você escolhe as ações de cada membro do grupo, os inimigos agem em seguida, e a vitória depende de estratégia e gerenciamento de MP. O Reimagined não reinventou a roda, e fez absolutamente certo.
O que foi refinado foi a interface: menus mais rápidos, animações de batalha com opção de velocidade 1x, 2x e 3x, e um sistema de Vocações (classes dos personagens) completamente reequilibrado. No original, o grind para evoluir vocações era exaustivo; no Reimagined, o ritmo foi ajustado sem remover o desafio. Perfeito.
🎵 A trilha sonora é deslumbrante! Composta por Koichi Sugiyama e reimaginada para a nova versão, o jogo foi masterizado para aproveitar áudio espacial. Com fones de ouvido de qualidade, a experiência é de outro nível.
Pontos Positivos e Negativos
✅ Pontos Positivos
- 🎨 Visual artístico único e encantador
- 📖 Narrativa épica com arcos memoráveis e novas histórias
- ⚔️ Sistema de batalha refinado, muito menos grind
- 🎵 Trilha sonora orquestrada e emotiva
- 🌍 Mundo enorme, centenas de horas de conteúdo genuíno
- 💾 Disponível em todas as plataformas, inclusive Switch original
❌ Pontos Negativos
- ⏳ Início lento — primeiras 3h quase sem combate
- 🗺️ Ausência de mapa mundial por muito tempo
- 💤 Alguns arcos secundários menos inspirados
- 📦 Inventário ainda um pouco limitado
- 🔁 Estrutura repetitiva pode cansar em longas sessões
Veredito Final
Dragon Quest VII Reimagined é a prova de que clássicos envelhecem como vinho quando tratados com respeito e carinho. A Square Enix não apenas poliu um diamante bruto — ela o recortou com precisão, revelando suas facetas mais brilhantes. É um JRPG obrigatório para os fãs do gênero e uma porta de entrada surpreendentemente acolhedora para quem nunca tocou na franquia.
Obra-prima do JRPG moderno. Épico, emotivo e generoso em conteúdo. O início lento e alguns arcos menos inspirados não opacam uma experiência que ficará na memória por anos. Imperdível para amantes de RPG.
💡 Vale para quem? Fãs de Final Fantasy, Chrono Trigger e Persona vão amar. Também é ideal para pais que querem apresentar JRPGs clássicos aos filhos, já que o tom é acessível e o conteúdo não tem nada inapropriado. Quem busca ação frenética deve procurar outras pedidas.
