Descoberta espetacular: Um novo planeta com 50% de chance de ser habitável!
O que sabemos sobre esse mundo gelado e misterioso?
HD 137010 b é praticamente um irmão da Terra: tem apenas 6% a mais de tamanho e leva cerca de 355 dias para completar uma volta ao redor de sua estrela, um período muito próximo do nosso ano. Sua estrela é uma anã laranja, um pouco mais fria e menos brilhante que o Sol, mas considerada estável — um ponto positivo quando falamos em habitabilidade.
O detalhe que mais empolga os cientistas é justamente a possibilidade de ele estar na zona habitável. Isso não significa que seja um paraíso, longe disso. Os modelos indicam que a temperatura média pode chegar a -70°C, lembrando um ambiente parecido com Marte: frio, árido e possivelmente coberto de gelo. Ainda assim, há esperança. Se o planeta tiver uma atmosfera rica em dióxido de carbono, o efeito estufa poderia aquecer sua superfície o suficiente para permitir água líquida. Um verdadeiro mundo cheio de mistérios sob uma crosta congelada.
Como essa descoberta foi feita?
Os dados vieram da missão K2, extensão do telescópio espacial Kepler, da NASA. Em 2017, o planeta foi observado passando em frente à sua estrela, um evento conhecido como trânsito, que causa uma leve queda no brilho estelar. Mesmo com apenas um trânsito registrado, os dados são consistentes o bastante para animar a comunidade científica.
Segundo os pesquisadores, este é o primeiro candidato a planeta com tamanho e órbita semelhantes aos da Terra em torno de uma estrela brilhante o suficiente para estudos detalhados, como afirmado no artigo publicado na The Astrophysical Journal Letters.
Por que isso é tão empolgante para a humanidade?
Em meio aos desafios climáticos da Terra, descobertas como essa reforçam uma ideia poderosa: o universo pode estar cheio de mundos parecidos com o nosso. Diferente da maioria dos exoplanetas já encontrados — gigantes gasosos ou corpos orbitando estrelas instáveis — HD 137010 b é rochoso, tem uma órbita circular e estável e gira ao redor de uma estrela tranquila. Um conjunto raro e promissor.
O líder da pesquisa, Dr. Alexander Venner, resume bem o sentimento da equipe: “Ainda não encontramos vida, mas estamos mais perto do que nunca”. No futuro, telescópios como o James Webb poderão analisar sua atmosfera em busca de oxigênio, metano ou vapor d’água — possíveis sinais de atividade biológica.
Um convite ao sonho cósmico
Mais do que um avanço científico, essa descoberta reacende o nosso fascínio pelo universo. HD 137010 b representa a possibilidade de que não estamos sozinhos e de que outros “lares cósmicos” podem existir por aí. Seja como um mundo gelado ou um planeta surpreendentemente habitável, ele nos lembra que o céu ainda guarda muitos segredos.